Moisés e os discípulos de Jesus não falam por si (Ex 4,12; Mc 13,11; Mt 10,19; Lc 12,12; Jo 14,26)

Resumen

Existem intertextualidades surpreendentes entre as tradições vétero e neotestamentárias. Os autores do Novo Testamento, pois, fizeram questão de ou citar literalmente algo das Sagradas Escrituras de Israel ou, de forma mais livre, fazer alusões a tais tradições. Nesse sentido, a personagem de Moisés e pormenores ligados à sua trajetória e/ou biografia, presentes nas narrativas de Êxodo a Deuteronômio, ganha maior destaque na segunda parte da Bíblia cristã. Justamente isso vale também para um discurso que, segundo a narrativa em Ex 3,1–4,17, o Senhor, Deus de Israel, dirigiu a Moisés, visando à necessidade de o líder profético precisar convencer outros através de suas palavras: «Eu, pois, estarei com tua boca e te instruirei sobre o que deverás falar» (Ex 4,12b-c). Conforme os Evangelhos segundo Marcos, Mateus, Lucas e João, Jesus acolheu tal tradição e esperança religiosa ao instruir seus discípulos (Mc 13,11; Mt 10,19; Lc 12,12; Jo 14,26). A investigação dos pormenores da intertextualidade aqui indicada constitui a tarefa da pesquisa apresentada neste artigo.

Biografía del autor/a

Matthias Grenzer, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Matthias Grenzer é doutor em Teologia pela Faculdade de Filosofia e Teologia St. Georgen em
Frankfurt, Alemanha, e mestre em História pela puc-sp. Fez seu estágio de pós-doutorado em
Teologia na puc-rio. É professor na Faculdade de Teologia da puc-sp e líder do Grupo de Pesquisa
tiat. orcid: http://orcid.org/0000-0003-3490-3112. Contato: mgrenzer@pucsp.br

José Ancelmo Santos Dantas, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

José Ancelmo Santos Dantas é mestrando no Programa de Estudos Pós-Graduados em Teologia da
puc-sp e membro do Grupo de Pesquisa tiat. Contato: ancelmodantas@gmail.com

Publicado
2019-02-01